Liga realiza encontro e tributa a Gerô

Será realizado no próximo dia 21, em Paço do Lumiar, o encontro da Liga dos Necessitados por Moradia. Temas como a “indústria da invasão, especulação imobiliária e direitos humanos” serão debatidos por autoridades e participantes do evento.
Segundo Carlos César Conceição, um dos coordenadores do evento, o movimento surgiu há cerca de sete anos na ocupação denominada Residencial Cordeiro, em Paço do Lumiar, com o propósito de fortalecer a luta pela moradia, sem contudo incentivar a especulação e a industria da invasão. Atualmente o movimento se estende aos municípios de São Luís, Pindaré e Barreirinhas.
Alem do encontro, será realizado um tributo ao musico Jeremias Pereira – o Gerô, que era militante ativo dos movimentos em defesa da moradia.

Professores fazem protesto em Paço do Lumiar

Mayrla Lima TV Mirante

PAÇO DO LUMIAR – Professores de Paço Lumiar fazem protesto contra a redução de uma gratificação salarial. Eles denunciam, ainda, que professores contratados estariam com os salários atrasados. Reunidos em frente à igreja os professores protestaram.
Eles afirmam que alguns contratados não recebem salários há dois meses. Hoje, as aulas foram suspensas.
Os professores protestam, ainda, contra a redução de um abono especial. Em outubro do ano passado, a administração anterior sancionou uma Lei Municipal que aumentou de R$100 para R$400 o valor do abono.
Eles afirmam que com a nova administração o valor voltou a ser de R$100. Os professores denunciam também o atraso no pagamento de férias.
Os professores afirmam que em algumas escolas o ano letivo ainda não começou por falta de estrutura.
De acordo com a Secretaria de Educação, os salários em atraso deverão ser pagos ainda esta semana. Quanto a redução do abono eles aguardam a avaliação da Câmara Municipal.

PT nacional vai chamar Dutra na “catraca”

Do blog de Mario Carvalho

A direção nacional do PT deve chamar, nas próximas horas, o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) para esclarecer a sanha incontrolável de pregar o “derramento de sangue” e a “insurgência popular”, ao assumir a defesa do mandato do governador cassado Jackson Lago (PDT).
O desequilíbrio emocional e verbal do deputado ocorreu, com maior intensidade, no último domingo, quando Domingos Dutra, do alto de um carro de som, na Avenida Litorânea, passou a estimular atos de violência e vandalismo, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mantenha a cassação do mandato do governador Jackson Lago.
Populares que passavam pelo local informaram que em determinado momento Dutra chegou a ser vaiado pelos trauseuntes, mostrando o tamanho dessinteresse da população pela permanência do governador no cargo. Apesar disso, o deputado ainda se achou no direito de conclamar a população maranhense para “derramar a última gota de sangue” na defesa de Jackson Lago.
Por ser presidente do diretório estadual do PT no Maranhão, e pela suspeita de Dutra ter usado essa condição para expressar seu ponto de vista, membros das Executivas Estadual e Municipal começaram a se preocupar com a ressonância do fato e já comunicaram o caso, oficialmente, à direção nacional do PT para que seja tomada uma providência sobre o destempero do deputado Domingos Dutra.

Fernando usou Caixa 2 da Mirante até para pagar “mesada” das filhas

Por Osvaldo Viviane

OPERAÇÃO BOI BARRICA’
A ‘ala jovem’ feminina da oligarquia recebeu de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais, de 2006 a 2008, a título de ‘mesada’; as quantias não foram declaradas ao Fisco
No bojo das investigações (Operação Boi Barrica) que apontaram o superintendente do Sistema Mirante, Fernando José Macieira Sarney, como chefe de uma organização criminosa (ORCRIM) com tentáculos atuantes em órgãos federais estratégicos – e que resultaram no pedido de sua prisão e de mais de uma dezena de pessoas no ano passado –, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobriram um rosário de crimes cometidos pelo “esquema Fernando”, que vão da formação de quadrilha à fraude em licitações, passando por tráfico de influência e evasão de divisas, entre outros ilícitos. Mas a PF e o MPF dirigiram seu foco investigativo especialmente para os golpes da ORCRIM contra o sistema financeiro nacional.
Bastou os órgãos investigativos botarem os olhos na forma como atuam as três empresas do Grupo Mirante – TV Mirante, Gráfica Escolar e São Luís Factoring – para terem certeza de que Fernando e sua mulher e sócia Teresa Cristina Murad Sarney criaram um imenso “Caixa 2” no Sistema Mirante, alimentado pelas operações escusas entabuladas por esse trio de empresas.

Em meio às várias irregularidades descobertas pela PF e pelo MPF, advindas dessa engenharia financeira marginal – como suspeita de financiamento ilegal de campanha eleitoral, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos –, consta até mesmo o pagamento de “mesadas” às filhas de Fernando Sarney.

‘Mesadas’ vultosas – De acordo com o que foi apurado em “grampos” da PF, realizados com autorização judicial, boa parte da “ala jovem” feminina da oligarquia – Ana Clara Murad Sarney; Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney; Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia”; Ana Theresa Sarney, a “Teca”; e Maria Adriana Sarney – recebeu altas somas de dinheiro (de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais), entre 2006 e 2008, a título de “mesada” (veja diálogos nos textos em destaque).
Os pagamentos foram feitos por Luzia de Jesus Campos de Sousa – responsável pela área administrativa da Mirante e que também administra a São Luís Factoring, uma empresa sem nenhum funcionário e que só trabalha com o grupo Mirante.
Para a PF e o MPF, Luzia Campos de Sousa tem conhecimento e participa das atividades ilícitas do “esquema Fernando”. Os investigadores descobriram que ela usou uma irmã – Maria Raimunda Campos Barbosa – como “laranja” do grupo. Moradora de uma casa simples num dos bairros mais pobres de São Luís, a Cidade Operária, Maria Raimunda foi beneficiada com 23 cheques nominais da São Luís Factoring, totalizando mais de R$ 350 mil, todos sacados em espécie na boca do caixa do Bradesco (agência 1037, São Francisco).
Dinheiro não declarado – A dinheirama distribuída às filhas de Fernando Sarney pode ter servido apenas para suprir a vida nababesca que as meninas levam em São Luís e outros cantos “descolados” do país, mas os órgãos investigativos desconfiam de que a família toda participa de um esquema para driblar o Fisco e as leis financeiras brasileiras. Eis o que os delegados federais Márcio Adriano Anselmo e Thiago Monjardim Santos concluíram nessa parte do inquérito (páginas 36 e 37) sobre o “caso Fernando”, ao qual o Jornal Pequeno teve acesso:
“Observa-se que a São Luís Factoring serve também como um grande caixa para as movimentações pessoais de membros da família [Sarney]. Vale frisar que Fernando Sarney se utiliza de Luzia de Jesus Campos de Sousa para fazer pagamentos para os filhos. (…) Cabe mencionar que todos tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrados e foi constatada movimentação, por exemplo, de Paula Renata [Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney], em que pese tenha apresentado Declaração Anual de Isento, em 2006, a mesma movimentou [nesse ano] quase R$ 150 mil, chegando a movimentar em conta corrente, num só mês, mais de R$ 24 mil. No que tange a Fernando Sarney, não há em suas DIRPF [Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física] declaração dos mesmos [filhos] como seus dependentes.”
Relata, ainda, o inquérito da PF (página 37):
“Foi monitorada mensagem de correio eletrônico entre Ana Clara Murad Sarney e Tetê [Teresa Cristina Murad Sarney, sua mãe], tendo como anexo o pedido de movimentação de valores no exterior, que monta a quantia de 1 milhão de dólares [The Hongkong and Shanghai Banking, em Qingdao, China]. Vale ressaltar que os dias que antecederam tal troca de mensagens foram marcados por várias ligações entre Fernando, Tetê e Ana Clara, com o objetivo de localizar algum documento num dos cofres da casa deles, em São Luís, uma vez que Tetê estava em São Paulo.”
Filha cúmplice – Nas páginas 38 e 39, a PF prossegue:
“Assim, percebe-se que Teresa Murad e Fernando Sarney gerenciam os negócios da família em São Luís, sendo que a filha Ana Clara participa ativamente das atividades ilícitas da família. A título de exemplo, a mesma foi incluída no quadro societário da São Luís Factoring.”(…)
“No contato com o empresário Paulo Guimarães, fica evidente a participação de Ana Clara nas atividades de seus pais. Inicialmente, Fernando Sarney, em diálogo com Paulo Guimarães, fala sobre negócios, acertam se comunicar por mensagem de texto e Fernando acha melhor que Paulo mande a mensagem para outra pessoa. Posteriormente Fernando liga para Ângela, sua secretária, e pede para que a mesma entre em contato com Paulo, dizendo ao mesmo que encaminhe mensagem para sua filha Ana Clara. Por fim, Fernando liga para Ana Clara avisando a mesma [diz que Paulo está tratando ‘daquele negócio’ para eles]. Ana Clara recebe as mensagens transcritas, as quais, embora cifradas, denotam, pela situação em si, não tratar-se de algo lícito, até pela maneira como buscaram se evadir.”
Veja o teor das mensagens trocadas entre Ana Clara e Paulo Guimarães e conversas “grampeadas” entre Luzia de Jesus Campos de Sousa e algumas das filhas de Fernando Sarney, que comprovam que elas movimentam grandes quantias, não declaradas, de dinheiro – oriundas, segundo a PF do “Caixa 2” do Sistema Mirante.
conversas grampeadas pela polícia federal
Troca de mensagens entre Ana Clara e Paulo Guimarães, em 4 de março de 2008
PAULO GUIMARÃES: Você quer receber aí no Rural na próxima semana ou junto aqui e até a próxima semana pega aqui tudo de uma vez, você que escolhe.
ANA CLARA: Como seria essa entrega aqui? Quem pegaria? Como seria feito?
PAULO GUIMARÃES: Duas carradas de leite Ninho e duas de Pelargon preços da Nestlé com nota fiscal do distribuidor do Piauí, você arranja quem pega aí.
Diálogo entre Luzia Campos de Sousa e Fernando Sarney (1º/2/08)
RESUMO: LUZIA diz para FERNANDO que já depositou R$ 2 mil na conta da filha dele (Paula Renata) e que ela ligou pedindo mais R$ 600 para pagar abadás do carnaval de Salvador.
FERNANDO diz para LUZIA fazer jogo duro. LUZIA diz que colocou o dinheiro das outras filhas de FERNANDO na conta e que colocou o dinheiro da esposa dele no HSBC certinho.
Diálogo entre Luzia e Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney (19/2/2008)
RESUMO: Paula Renata fala que o pai autorizou pagar a faculdade. Luzia diz que pagou R$ 4 mil de “mesada” a Paula Renata.
PAULA RENATA: Acabei de falar com meu pai e ele falou que vai autorizar-te a fazer o depósito, porém eu estava conversando agora com o pessoal do Financeiro (…) é o seguinte: noite, 756, aí tem que pagar janeiro e fevereiro, aí março você já sabe que é 756 também, tá?
LUZIA: Tá, agora deixa eu te dizer, falaste com teu pai como é que fica a partir de março? Porque eu tinha incorporado, era R$ 4 mil que eu mandava pra ti, aí eu incorporei 650, que era a faculdade.
PAULA RENATA: Bota mais 100.
LUZIA: Ah, tá. Então é só botar mais 100.
PAULA RENATA: Ou então vamos fingir para ele [FERNANDO] que esses 650 você já me dava e vamos pedir mais 756.
LUZIA: Se tu pedir para ele e ele não me perguntar, porque ele sabe da época que eu incorporei…
PAULA RENATA: Tu pode esquecer, Luzia, não lembra ele… Qualquer coisa em março você coloca 100 reais a mais porque a mensalidade aumentou. Você consegue me mandar isso amanhã?
LUZIA: Eu vou falar com ele de manhã e já mando amanhã.
PAULA RENATA: É duas vezes de 756 e em março 100 reais a mais.
LUZIA: Tá.
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia” (25/1/2008)
RESUMO: LUZIA diz que depositou R$ 10 mil na conta de ‘BIA’
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz, a “Bia” (26/2/2008)
RESUMO: “BIA” pede para LUZIA depositar R$ 3.100 na conta dela. “BIA” diz que o FERNANDO depois irá autorizá-la.
Diálogo entre Luzia e Ângela, secretária de Fernando Sarney (1º/3/2008)
RESUMO: ÂNGELA fala para LUZIA que DONA TERESA [MURAD SARNEY] mandou faturar tarifa aérea para MARIA ADRIANA [SARNEY] pela Mirante.
Diálogo entre Luzia e Ana Theresa Sarney, a “Teca” (3/3/2008)
RESUMO: “TECA” pede R$ 700 a mais na sua “mesada” para pagar um tratamento estético.

Dutra

Durante reunião realizada hoje à tarde com membros da Secretaria de Educação no Sindicato dos Bancários – da qual partiparam os deputados Domingos Dutra (PT) e Julião Amim (PDT), os secretários Othon Bastos (Ciência e Tecnologia) e Joãozinho Ribeiro (Cultura), Renato Dionísio (Ipemar), Rubem Brito (ex-Caema), o ex-secretário Felipe Klampt (Juventude) e Anny Kristen (Seeduc) -, foram discutidas várias ações de protesto para esta semana.
Começa neste domingo com concentração na Lagoa da Jansen seguida de mais uma etapa da “carreata do contracheque”, quando funcionários públicos são obrigados a participar. O comando da manifestação quer passar com os carros em frente ao Sistema Mirante para fazer provocações. Na reunião, Dutra voltou a pregar o “derramamento de sangue” para que a senadora Roseana Sarney (PMDB) não assuma o governo. O petista estaria também arregimentando membros do MST para ocupar a Ilha de Curupu, de propriedade do presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB).

Testemunha que denunciou Jackson Lago por compra de votos é vítima de atentado em Imperatriz

A comerciária Wuiara Cristina Rodrigues, uma das testemunhas de acusação do processo de cassação do governador Jackson Lago (PDT), foi vítima hoje pela manhã de tentativa de assassinato em Imperatriz. Ela vinha pela rua 17 de abril por volta das 7h, no cento da cidade, quando dois homenas em uma moto verde a abordaram.”Ah, vagabunda! Tu que és a testumnha de Jackson?”, disse um deles.
Em ato contínuo o homem sacou de um revólver, apontou para a cabeça da testemunha e puxou o gatilho mas a arma não funcionou – bateu o catulé na linguagem policial. Para disfarçar, eles levaram a bolsa da comerciária mas não deram importância para um cordão e anel de ouro que ela usava. Wuiara Cristina foi internada num hospital da cidade e está escondida na casa de conhecidos. “Eles (o governo) estão desesperados”, disse uma parente da testemunha agora há pouco ao blog.
A comerciária denunciou ter recebido R$ 100 e santinhos de Jackson Lago do presidente da Câmara de Veradores de João Lisboa, vereador João Menezes de Santana, irmão do prefeito Emiliano Menezes (ambos do PDT), no primeiro turno da eleição em 2006. O motorista do vereador foi preso pela PM com R$ 17 mil no carro do vereador e planilhas de pagamento para cabos eleitorais.

Secretário de Sebastião Madeira é alvo da Rapina; operação da PF faz prefeitos sumirem do Sul do MA

O secretário de Administração e Modernização da Prefeitura de Imperatriz, ex-deputado Lula Almeida (PSDB), acaba de pedir exoneração do cargo. Ele é um dos alvos da Operação Rapina 3, da Polícia Federal, que já prendeu 23 pessoas. Outras quatro já são consideradas foragidas, entre elas o próprio Lula Almeida. Ex-secretário de Desenvolvimento Social do governo José Reinaldo (PSB), o ex-deputado, também advogado, estaria em São Luís e já informado à Superintendência da PF na capital que se entregará amanhã. Enquanto isso, ganha tempo para manejar um habeas corpus.
Lula Almeida era secretário quando o governo José Reinaldo doou em São José Ribamar kits de salvamento e cestas básicas a pescadores, um dos eventos que motivaram o processo de cassação do governador Jackson Lago no TSE. Seria a Secretaria de Desenvolvimento Social a responsável pelo fornecimento da nota combustível presa com um eleitor no dia da eleição em 2006, outro fato citado no processo do pedetista.
O ex-deputado é um dos sócios da Unisulma (Universidade do Sul do Maranhão) e mantém escritório de advocacia que trabalha para cerca de 20 prefeituras da Região Tocantina, entre as quais Senador La Rocque e Ribamar Fiquene. Os prefeitos dos municípios João do Oliveira (PR) e Dione Alves (PSDB), respectivamente, tiveram prisão pedida pela PF mas negada pela Justiça. Apesar disso eles, a exemplo de vários gestores da região, estão em local incerto e não sabido.
Um dos que deixou a cidade foi Chico do Rádio, do PDT de Davinópolis. Em viagens ele usa avião de sua propriedade. O motivo de seu sumiço deve-se provavelmente ao fato de um dos contadores presos na operação, conhecido por Júlio César, trabalhar para a Prefeitura de Davinópolis. Outro contador preso foi identifiado apenas por Dário. A assessoria do prefeito de Ribamar Fiquene divulgou nota afirmando que a investigação da PF é oriunda ainda da gestão do prefeito Ita Alves, assassinado em 2007. Ou seja, querem culpar um morto que não tem condições de se defender. O crime nunca foi esclarecido.
Sebastião Madeira disse não ter até aquele momento nenhum motivo para desconfiar de Lula Almeida por ele nunca ter demonstrado inclinação por participação em atividades ilícitas.

TCE defende cooperação técnica no combate à corrupção

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA),conselheiro Raimundo Oliveira Filho, reafirmou ontem (26) a disposição doórgão em tomar todas as medidas no sentido de colaborar com qualquerprocedimento investigatório que possa contribuir para aprimorar o sistemade controle externo do país.

De acordo com o conselheiro, o Tribunal de Contas maranhense tem como umade suas preocupações primordiais o fortalecimento de parcerias nessesentido, que incluem hoje órgãos como Tribunal de Contas da União (TCU),Controladoria Geral da União (CGU), Receita Federal e Ministério Públiconos âmbitos estadual e federal, além da Polícia Federal.

Deflagrada pela PF e CGU no final de 2007, a Operação Rapina ilustra,segundo o presidente do TCE, a posição adotada pelo tribunal em relaçãoa processos investigatórios envolvendo sua esfera de atuação. “Ainstituição forneceu, durante o episódio, todas as informaçõessolicitadas pela Polícia Federal e pela CGU, e continua à disposiçãopara colaborar dentro de seus limites e atribuições constitucionais”,afirmou.

Ainda sobre a Operação Rapina, o conselheiro-presidente do TCE lembra queo tribunal determinou o afastamento imediato do único servidor apontadopelas investigações na rede de desvio de recursos públicos da União pormeio de fraudes em licitações. “É de total interesse do TCE que asinvestigações tenham sucesso porque só o fim da impunidade é capaz decoibir a prática de desvio de recursos públicos, seja na esfera estadualou federal”, enfatizou..

Raimundo Oliveira Filho destaca ainda que todos os esforços do TCEmaranhense têm se concentrado no pleno cumprimento de sua missãoconstitucional de zelar pela correta aplicação dos recursos públicos.“Há muito a fazer, mas avançamos bastante na modernização de nossosprocedimentos”.

EFETIVIDADE – Entre os resultados positivos, o presidente do TCE destaca oimpacto da lista de gestores com contas desaprovadas no quadro sucessóriodo estado nas últimas eleições municipais (disponível no sitehttp://www.tce.ma.gov.br/), afastando do processo eleitoral inúmeros gestoresenvolvidos em irregularidades administrativas.

Somente de janeiro a setembro do ano passado, lembra o conselheiro, foramanalisados e receberam parecer um total de 3.859 processos envolvendogestores estaduais e municipais.

A rapidez na avaliação e julgamento das contas públicas vem permitindoao órgão, segundo Oliveira, atuar paralelamente na luta pelarecuperação de recursos desviados. Dados do Ministério Público deContas (MPC) revelam que, entre débitos e multas passíveis de execução,há um total de R$ 34.388.711,00 que podem retornar aos cofres públicos.

Como exemplo da maior efetividade alcançada pelas decisões do Tribunal deContas, Raimundo Oliveira destaca ainda a criação das Câmaras Criminais,instituídas pelo Judiciário maranhense para julgar gestores acusados demalversação de recursos públicos. O índice de reprovação no Tribunalde Contas do Maranhão é de mais de 70%, estando entre os mais altos dopaís.

“É preciso lembrar, no entanto, que o TCE atua dentro de limitesconstitucionais e de forma estritamente técnica. As demais etapas doprocesso cabem à Justiça e ao Ministério Público Estadual”, destacouRaimundo Oliveira.

Dutra mentiu à Justiça Eleitoral, afirma ONG

O petista Domingos Dutra, ícone da esquerda irresponsável e retrógrada que tomou conta do país, também deu sua contribuição para mostrar que, a exemplo de seus colegas mensaleiros e cuequeiros, sabe lidar – e bem – com os números, principalmente quando eles falam em seu favor. Segundo o site da ONG Transparência Brasil, Dutra é o segundo colocado entre os políticos maranhenses detentores de mandato que conseguiram o milagre da multiplicação dos próprios bens. Está no site da ONG que o intrépido Dutra, um bom aprendiz de Marcos Valério, conseguiu fazer doações próprias para sua campanha eleitoral de 2006, de valores que atingem 116% do valor declarado de seu patrimônio.
Segundo sua declaração de bens entregue ao TRE, em 2006, quando concorreu à vaga de deputado federal, Domingos Dutra tinha um patrimônio de RS 71 mil, mas ele mesmo doou, em apenas dois meses de campanha, um total de R$ 82,4 mil. Um prodígio. Dutra tem contra si dois processos que pedem a cassação de seu diploma. Um deles proposta pelo Ministério Público Eleitoral, exatamente por abuso de poder econômico. Enfim, o patrimônio declarado Dutra ao TRE é cômico. Setenta e um mil reais. Conta outra, Dutra.
Preconceito
Aliás, a máscara de democrata progressista que Dutra usa fora do carnaval não lhe cai bem. Dutra é preconceituoso e velhaco quando usa o surrado discurso em defesa das minorias. Eu mesmo fui vítima de seu preconceito. Em 2004 fui indicado por um amigo empresário para conversar com Dutra para prestar-lhe assessoria de imprensa. Na ocasião Dutra achava que sua atuação na Assembléia não tinha visibilidade na mídia e buscava um jornalista com experiência.
Fui conversar, num final de tarde de uma sexta-feira, com o deputado petista em seu gabinete, no velho prédio da Rua do Egito. De cara amarrada Dutra me recebeu de pé e começou a falar de generalidades, sem formular o convite para que eu o assessorasse. Cinco minutos depois se (me) despediu afirmando que diria ao meu amigo empresário sobre sua decisão. Passada uma semana o nosso amigo em comum chamou-se a seu escritório e disse que Dutra achara melhor não me contratar.
A justificativa? Eu tinha 50 anos e meus cabelos grisalhos lhe impunham respeito. “Ele queria alguém que pudesse passar carão quando assim lhe conviesse” – disse-me o empresário. E acrescentou que esse ícone da moralidade lhe indagou: “Como vou poder dar bronca num senhor idoso?”. É assim a trajetória dúbia (eu disse dúbia, viu Núbia?) de Domingos Dutra.
Campeã
A campeã do esquema de engana-TRE é a deputada cassada Graciete Lisboa, que calculou o valor irrisório e seus bens em R$ 15 mil, mas doou, à sua própria campanha, estratosféricos R$ 328 mil, totalizando 2.186,7 por cento a mais do valor declarado.
(Do blog de Régis Marques)

“Recebi uma herança maldita”, desabafa João Castelo

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio local, na noite de Terça-Feira de Carnaval, na passarela do samba, o prefeito de São Luís, João Castelo, fez um desabafo. Disse que recebeu uma “herança maldida” do seu antecessor, Tadeu Palácio. Para se ter uma idéia do caos financeiro na administração municipal, o prefeito afirmou que precisará de, no mínimo, um ano para contornar a situação.
Em tom de indignação, Castelo revelou que só com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a prefeitura acumula uma dívida de R$ 300 milhões. “Foi uma barbaridade o que fizeram, nunca pagaram nada ao INSS. Não agiram com seriedade”, declarou. “Existem muitos outros problemas graves, que prefiro nem comentar neste momento de festa”, acrescentou.
João Castelo disse ainda que diante do quadro crítico, já mandou recalcular todos os débitos da administração municipal para ter melhores condições de ordenar as despesas. Ele reiterou que dará prioridade às áreas que apresentam situação alarmante, principalmente à saúde. “Só depois de resolver os problemas que requerem solução urgente, poderei investir maciçamente em setores como a cultura. Vou precisar de pelo menos um ano para pôr ordem na casa”, adiantou.
Fonte: Blog do Danile Matos