MEC diz que garantirá reajuste salarial a professores federais

O ministro da Educação,
Mendonça Filho, disse hoje (10) que garantirá o reajuste aprovado em julho
desse ano de 10,77% a professores e servidores da área técnica de universidades
e institutos federais.
Parte do reajuste,
5,5%, está sendo pago desde agosto deste ano. Os 5% restantes serão pagos a
partir de janeiro de 2017. Segundo ele, o pagamento está contemplado no Projeto
de Lei Orçamentária de 2017, que está em tramitação no Congresso Nacional.
De acordo com o
Ministério da Educação (MEC), o pagamento dos salários até o final deste ano
está garantido devido ao acréscimo de R$ 5 bilhões em créditos suplementares à
pasta.
As universidades e os
institutos federais serão contemplados com a maior parte do crédito, R$ 4,8
bilhões. Os demais R$ 200 mil serão destinados a outras unidades do MEC. 
Já o restante, previsto para ser pago em 2017, aguarda aprovação do Congresso
Nacional.
A declaração do
ministro foi feita um dia antes de protestos da Jornada de Lutas, organizada
por entidades sindicais de todo o país. As representações dos servidores das
universidades e institutos participam do ato. 
Nos institutos
federais, de acordo com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica, servidores de 76 unidades estão
em greve nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
O MEC diz ainda que
liberou, no último mês, R$ 742 milhões de limite de empenho às instituições
federais de ensino. Com essa liberação, as universidades e institutos federais
terão 100% de disponibilidade do orçamento para as despesas de custeio,
necessárias para a manutenção e continuidade da prestação dos serviços, já a
contar de outubro.
Ao todo, foram
liberados R$ 800 milhões a mais do que os valores empenhados em 2015 para
custeio das universidades federais e a Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica.
Mobilização

Para a presidente do
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN),
Eblin Joseph Farage, a declaração é uma tentativa de desmobilizar o movimento e
não garante o reajuste.  “O que ele está dizendo é que conseguiu
crédito para nos pagar até o final do ano? O restante terá que ser aprovado
ainda”, questiona.
Segundo ela a principal
pauta do movimento não é a questão salarial, mas o arquivamento da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 55, a chamada PEC do Teto.
A matéria determina que
o governo só poderá gastar, nas próximas duas décadas, o mesmo valor do ano
anterior, corrigido pela inflação. O texto aprovado pelos senadores prevê a
possibilidade de revisão da regra a partir do décimo ano em que estiver em
vigor.
“Para nós, a PEC
vai impulsionar a retração dos universidades públicas. É impossível as
universidades se manterem com os cortes que tiveram e se o teto do investimento
se mantiver.  Vai haver uma diminuição do que para nós já é insuficiente
para educação pública”, diz.
O MEC tem argumentado
que um reajuste nas contas é necessário devido ao contexto de crise que o país
atravessa. Educação e saúde, ao contrário das demais áreas, não possuem um
limite de gastos.

Estão submetidas a um
teto global, mas é possível que recursos sejam retirados de outras áreas para
aumentar o investimento nesses setores.

Correios anunciam plano de demissão voluntária para evitar vazio no caixa

O presidente dos
Correios, Guilherme Campos, fala à imprensa, na sede da empresa Marcelo
Camargo/Agência Brasil
O presidente dos
Correios, anunciou hoje (10) que vai apresentar aos funcionários, nos próximos
dias, um plano de demissão incentivada (PDI) para evitar que o caixa da empresa
chegue a zero no próximo ano.
Segundo ele, a empresa
aguarda a aprovação do plano pelo Ministério do Planejamento para a liberação
de um empréstimo do Banco do Brasil, no valor de R$ 750 milhões, que vai ser
usado para iniciar as demissões.
“Não é novidade para
ninguém da situação bem grave que a empresa passa”, disse, explicando que, em
2015, os Correios fecharam o ano com um prejuízo de R$ 2,1 bilhões e a previsão
para 2016 é de prejuízo de quase R$ 2 bilhões.
Segundo Campos, houve a
diminuição da receita, mas isso não representou um gasto financeiro, porque a
empresa ainda tem recursos em caixa. “Mas o caixa vai apertar a partir do ano
que vem, caso as mudanças não sejam aprovadas”, disse.
O plano de demissão
incentivada dos Correios é voltado a funcionários com mais de 55 anos,
aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentadoria.
A empresa tem pouco
mais de 117 mil funcionários e em torno de 13 a 14 mil estariam elegíveis para
o assinar o termo.
Apesar do custo total
de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões para o PDI, que deve ser pago em até dois anos,
a estimativa de economia com a folha de pagamento dos Correios é entre R$ 850 milhões
a R$ 1 bilhão por ano, nos próximos 10 anos.
Segundo Campos, a folha
de pagamento consome dois terços do orçamento da empresa.
Termos
de adesão

Para aderir ao PDI, o
funcionário que pedir demissão receberá as verbas rescisórias referentes a
férias e 13º salário e entrará normalmente com pedido de aposentadoria no
Postalis.
Campos não comentou os
problemas financeiros que também afetam o fundo de pensão dos funcionários dos
Correios, mas disse que haverá um impacto na instituição com o plano e que não
há previsão de quanto deverá ser o ajuste no Postalis.
O benefício para quem
aderir ao PDI será a indenização a ser paga pela empresa. O valor seria
calculado em função da média salarial dos últimos cinco anos e do tempo de
serviço do funcionário na empresa, no máximo de 35 anos; esse montante seria
pago mensalmente, parcelado em dez anos.
“Se tivéssemos caixa,
poderia ser pago no período mais curto”, disse o presidente dos Correios,
explicando que, caso não haja uma boa adesão do PDI, “medidas mais duras terão
que ser tomadas”. A expectativa da empresa é que de seis a oito mil
funcionários devem aderir ao plano, que ficará aberto até abril de 2017.
Não há previsão de
concurso para substituição dos funcionários que aderirem ao plano de demissão.
Segundo o presidente dos Correios, o impacto será maior em setores
administrativos, que deverá ser compensado com realocação de funcionários,
automatização de processos e tecnologia da informação.
Despesas
e cortes

Segundo o presidente
dos Correios, uma das causas para a falta de caixa da empresa foram as
antecipações de dividendos, feitas entre 2007 e 2013, na ordem de R$ 6 bilhões.
Como estatal, os
Correios devem repassar parte do seu lucro para o Tesouro Nacional, mas isso
foi feito, segundo ele, “sem dinheiro disponível para tantas retiradas”. A
empresa chegou a pedir um aporte de capital de R$ 840 milhões, mas foi negado
pelo Tesouro Nacional.
Para recompor o caixa
da empresa também foram feitos cortes em diversas funções comissionadas, a
realocação de funcionários em desvio de função e a constituição de uma comissão
para rever o modelo de planos de saúde dos funcionários.
Segundo Campos, o gasto
com plano de saúde chegou a R$ 1,6 bilhão em 2015. “Esse modelo está se
mostrando insustentável”, disse, afirmando que a empresa arca com 93% e o
funcionário contribui com 7% do valor.
A comissão paritária
deverá apresentar uma nova proposta para os planos de saúde até 30 de janeiro
de 2017, com validação pelos sindicatos e federações de trabalhadores até 30 de
março.
Serviços de encomendas
Outra causa dos
prejuízos acumulados é a dependência das tarifas postais. Este ano, já houve
uma recomposição de 8% nas tarifas e, segundo o presidente dos Correios, a
empresa discute uma nova recomposição de 6%. Entretanto, isso pode ter um
impacto direto no trabalho postal, que, apesar de ser monopólio dos Correios,
está decaindo com o uso de tecnologias.
“Cinquenta por cento do
faturamento é com atividade comercial de correspondência, principalmente
boletos, e existe uma migração natural para o meio eletrônico. Cada vez que se
atualiza esses valores de tarifas existe aceleração na saída dessas
correspondências”, disse Campos. “Essa realidade, de menos atividade de
serviços de correspondência, devia ter sido encarada há mais tempo”.
Apesar de ter o monopólio
dos serviços postais, os Correios querem apostar na concorrência dos serviços
de encomenda, onde há mais chance de aumentar a participação no mercado.
Segundo Campos, a
empresa detém hoje de 35% a 40% do mercado de encomendas. “É onde os Correios
têm a grande marca do setor, o Sedex, sinônimo de encomenda”, disse.
Para auxiliar nessa
transformação dos serviços e nas dificuldades da empresa, os Correios
contrataram uma empresa de consultoria, a Accenture, que, segundo Campos, tem
conhecimento internacional no mundo postal e participou dos processos de
atualização de várias empresas postais no mundo todo.
O tempo de trabalho da
Accenture será de 36 meses, ao custo de R$ 29 milhões.

Réu é condenado em um júri e absolvido em outro

Os julgamentos foram presididos pelo juiz Karlos Alberto Ribeiro Mota, titular da comarca.
Réu em dois júris
promovidos pela comarca de Icatu nos últimos dias 07 e 08, Herly Alves Moraes,
o “Sabiá”, foi absolvido em um julgamento e condenado em outro.
Os júris integraram
série de julgamentos que encerrou com júri realizado no dia 09. Todos os
julgamentos foram presididos pelo juiz Karlos Alberto Ribeiro Mota, titular da
comarca.
No primeiro júri, no
dia 07, Herly respondeu pela acusação de tentativa de homicídio que teve como
vítima Raimundo Nonato Costa Gomes. O Conselho de Sentença negou a autoria do
crime e absolveu o réu.
Segundo a acusação, no
dia 27 de maio de 2013, por volta das 20h, na casa da vítima, no povoado
Riachão, o acusado desferiu dois tiros de arma de fogo contra Raimundo, não
conseguindo seu intento em face da má pontaria.
O motivo do crime teria
sido o fato do réu atribuir a culpa de sua separação à vítima, pai de sua
ex-companheira. Herly fugiu após a tentativa de homicídio.
Faca

Já no júri do dia 08, quando Herly respondeu pelo homicídio de Paulo Ricardo
Paixão Sousa, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do
crime, condenando o acusado.
A pena de 06 (seis)
anos de reclusão deve ser cumprida em regime inicialmente semiaberto, no
Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Consta dos autos que o
crime se deu no dia 18 de fevereiro de 2013, por volta das 2h da madrugada, em
um bar localizado em uma praça no Povoado Riachão (Axixá), quando o réu, armado
de faca, desferiu vários golpes contra a vítima, atingindo-a no pescoço e
cabeça e levando-a à morte.
Ainda segundo os autos,
no dia do crime o réu teria chegado embriagado em casa, quando foi informado
pelo filho do sumiço de um pato do quintal de sua (réu) casa, sumiço esse que
ele atribuiu à vítima. Ato contínuo, o acusado se dirigiu a um bar onde Paulo
Ricardo dormia.
Consta da acusação que
Herly teria ido três vezes ao local para matar a vítima. Na primeira, teria
chutado a porta do bar para forçar a saída de Paulo Ricardo, mas esse não saiu,
tendo o réu voltado para casa enfurecido.
Retornando depois
armado de espingarda, o acusado teria voltado para casa em seguida com a arma
quebrada e suja de sangue, quando afirmou à mulher que tinha deixado a vítima
morrendo.
Não satisfeito, Herly
voltou pela terceira vez ao local, dessa vez armado de faca. De volta à casa,
afirmou à mulher ter matado Paulo Ricardo.
Espingarda

O júri promovido pela comarca nessa quarta-feira (09) terminou com a condenação
de Felipe Cantanhede Marques a 14 anos de reclusão pelo crime de homicídio
praticado contra Ana Célia Martins dos Santos. 
A pena deve ser cumprida em
regime inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
De acordo com os autos,
o crime se deu no dia 24 de abril do corrente ano, por volta das 17h, no
Povoado Bonfim (Axixá), na residência da vítima, onde a mesma se encontrava
acompanhada do marido.
Ainda segundo os autos,
na ocasião o acusado apareceu na porta da casa, armado com uma espingarda do
tipo “bate bucha” e sem dizer qualquer palavra atirou no rosto da
vítima, causando-lhe a morte. Felipe tentou fugir, mas acabou preso em
flagrante dentro de um matagal.
Em interrogatório
policial, o acusado confessou o crime e afirmou ter cometido o homicídio por
estar de “sangue quente” por causa de uma discussão no dia anterior
travada com a vítima, com quem teria uma rixa.

Justiça mantém afastamento da prefeita Lidiane Leite por mais vinte e três dias

Lidiane Leite cada dia mais distante da prefeitura
Decisão do juiz Raphael
Leite Guedes, titular da comarca de Bom Jardim, mantém o afastamento de Lidiane
Leite da prefeitura do município pelo prazo adicional de 23 (vinte e três)
dias.
Conforme a decisão, o
prazo (vinte e três dias) deve ser acrescido ao afastamento inicial de 120
(cento e vinte) dias determinado em decisão anterior da Justiça, o que importa
no afastamento da ré até o fim de seu mandato (31/12/2016)”.
A decisão atende à
manifestação do Ministério Público em Ação Civil Pública na qual Lidiane figura
como ré (Processo nº 874-79.2015.8.10.0074).
Na manifestação, o
autor da ação informa a existência de atos de embaraço à instrução processual,
entre os quais o MP destaca a contínua mudança de endereço da prefeita afastada
para escapar das notificações judiciais, e “a existência de mais 15
(quinze) ações de improbidade administrativa, aliadas a outras 15 (quinze)
investigações em inquéritos civis conduzidos junto à Promotoria de
Justiça”.
Em suas fundamentações,
o juiz observa que o afastamento do agente público do exercício do cargo pode
ser determinado pela autoridade judicial ou administrativa competente desde que
a medida se faça necessária à instrução processual.
O juiz argumenta ainda
que não existe prazo máximo para esse afastamento, mas destaca entendimento
firmado pela jurisprudência de que “o afastamento cautelar para garantia
da instrução processual nos casos de improbidade administrativa, em regra, não
deve ultrapassar o prazo de 180 (cento e oitenta dias), sob pena de representar
uma interferência indevida no mandato eletivo”.
Raphael Leite ressalta
ainda que o afastamento de autoridade pública com base no art.20 da Lei nº
8.429/92 somente pode se dar diante de clara e inequívoca obstrução da Justiça
na colheita de provas, o que, para o magistrado, se faz presente no caso da
prefeita afastada Lidiane Leite, “conforme amplamente demonstrado”,
frisa.
“Os atos de
embaraço à instrução processual na conduta da requerida não são isolados”,
afirma o juiz, citando, entre outros, histórico de atividades que ensejaram a
intervenção do Judiciário, a exemplo de determinação de Busca e Apreensão de
procedimentos licitatórios proferidos em autos de processo.
Para o magistrado,
“resta evidenciada transgressão às normas constitucionais inerentes à
Administração Pública (art.37 da CF), além de prejuízos à instrução processual,
ao erário público e à dignidade da Justiça. A não intervenção do Poder
Judiciário no caso em tela seria verdadeiro atentado à República e a seus
objetivos fundamentais, em especial da construção de uma sociedade livre, justa
e solidária (art.3º, I, da C.R.F.B)”, defende.
E conclui: “Em que
pese a excepcionalidade da medida, a extensão de sua manutenção é medida que se
impõe, vez que resta evidente a prática de atos com fim específico de obstruir
a instrução processual para apreciação judicial de seus atos e eventual
responsabilização por ato de improbidade administrativa”.

Ouvidoria do Judiciário promove audiência pública em Paço do Lumiar

O objetivo é
proporcionar a aproximação do Poder Judiciário com a sociedade
A Ouvidoria do Tribunal
de Justiça do Maranhão promove audiência pública em Paço do Lumiar, no dia 29
deste mês, às 17h, no auditório do Instituto Ensino Superior Franciscano (IESF)
localizado na avenida 14, quadra 2, lote 18, bairro Maiobão.
O evento será conduzido
pelo ouvidor-geral do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe.
O objetivo é
proporcionar a aproximação do Poder Judiciário com a sociedade e ouvir
sugestões que contribuam com o aperfeiçoamento dos serviços judiciais e
cartorários prestados nos municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de
Ribamar.
As manifestações
apresentadas na audiência serão encaminhadas aos setores competentes no âmbito
do Poder Judiciário.
Os questionamentos da
comunidade serão esclarecidos em tempo hábil e os interessados serão informados
sobre os resultados de suas sugestões e reclamações.
A Ouvidoria do Poder
Judiciário funciona no térreo do prédio do Fórum de São Luís, no Calhau.
O órgão pode ser
acionado pelo telefone 0800 707 1581 (Telejudiciário), por formulário eletrônico
disponível no site www.tjma.jus.br,
e-mail (ouvidoria@tjma.jus.br),
“Fale Conosco” da Corregedoria e da Presidência, ou presencialmente, nas suas
instalações.

Caixa reduz juros e limite mínimo de financiamento para crédito imobiliário

As pessoas físicas e
jurídicas que comprarem imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal vão
pagar menos juros. O banco reduziu as taxas dos financiamentos imobiliários e
diminuiu a cota mínima de financiamento dos imóveis comprados dentro do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Em nota, a Caixa
informou que a redução dos juros é reflexo da diminuição da taxa Selic (juros
básicos da economia), anunciada recentemente pelo Banco Central.
De acordo com o banco,
o objetivo é contribuir para impulsionar as vendas de imóveis novos de
construtoras parceiras e atrair novos clientes para a instituição.
Todos os clientes
pessoa física que financiarem imóveis novos ou usados, enquadrados no SBPE,
terão redução linear de 0,25 ponto percentual na taxa, independente do
relacionamento com o banco, que concentra dois terços do crédito imobiliário do
país.
Caso o cliente compre
imóveis novos ou na planta, com construção financiada pela Caixa e escolham
receber o salário pelo banco, a redução será maior, com juros iguais aos
oferecidos aos servidores públicos.
Para as pessoas físicas
nessa situação, os juros passarão de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis do
Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de menor valor, e de 12,5% para 10,75%
ao ano para imóveis do Sistema Financeiro Imobiliário, de valor mais alto.
Para os financiamentos
imobiliários a empresas, a Caixa reduziu os juros em 1 ponto percentual para
todas as faixas de relacionamento. As taxas cairão de 14% para 13% ao ano para
micro e pequenas empresas e de 13,5% para 12,5% ao ano para médias e grandes
empresas.
O banco adotou ainda um
sistema de classificação de risco que poderá beneficiar as empresas
consideradas como boas pagadoras com redução de até 1,5 ponto percentual.
Além da redução dos
juros, a Caixa diminuiu, de R$ 100 mil para R$ 80 mil, o limite mínimo de
financiamento no SBPE para pessoas físicas.
A medida vale tanto
para imóveis novos e usados e independe do valor da unidade habitacional.
Operado com recursos do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o SFH financia imóveis de até R$
650 mil em todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e
Distrito Federal, onde o teto corresponde a R$ 750 mil.
O SFI, que cobra juros
mais altos, financia imóveis acima desse com recursos da poupança, sem o uso do
FGTS.

Juíza é condenada a aposentadoria compulsória por envolvimento com traficante

O Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) condenou hoje (8) a juíza Olga Regina de Souza Santiago, do
Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), à pena de aposentadoria compulsória,
punição máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura.
Interceptações
telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) constataram que a magistrada
baiana mantinha envolvimento e trocava favores com o narcotraficante Gustavo
Duran Bautista, líder de um grupo criminoso especializado na exportação de
cocaína da América do Sul para a Europa.
A decisão foi unânime
no processo administrativo disciplinar que tramitava no CNJ desde 2013. Além da
punição disciplinar, a juíza Olga Regina de Souza Santiago também responde, no
TJBA, a uma ação penal em que é acusada diversos crimes, entre eles corrupção
passiva e lavagem de dinheiro.
Em seu voto, o
conselheiro do CNJ Norberto Campelo disse que a relação da juíza com o
narcotraficante começou em 2001, quando Olga inocentou Bautista em uma ação
criminal em que ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante uma
inspeção realizada pela PF na Fazenda Mariad, de propriedade do traficante,
devido a suspeitas de trabalho escravo.
De acordo com o
conselheiro, como forma de retribuição, em 2006, o traficante teria depositado
R$ 14,8 mil para a magistrada, mas não chegou a completar o pagamento integral
combinado porque foi preso.
Em uma das
interceptações telefônicas captadas pela PF em meio à Operação São Francisco, a
juíza agradece a Bautista por um presente recebido.
“Obrigada pelas uvas,
estavam maravilhosas.”
Império

De acordo com o CNJ,
investigações realizadas no Brasil indicam que Bautista, empresário
especializado na exportação de frutas, é proprietário de mais de cinco fazendas
no Brasil e no exterior, e montou um verdadeiro império com a renda do
narcotráfico.
Na Europa, o traficante
é proprietário de empresas de importação e exportação que eram utilizadas como
destinatárias da droga enviada ao continente.

Ainda segundo o relator do caso, conselheiro Norberto Campelo, o repasse de
valores de Bautista para a magistrada brasileira ocorria de duas formas:
entrega de envelopes com dinheiro pessoalmente e transferências bancárias.

Para Campelo, a juíza
teve conduta incompatível com o cargo. “As condutas apuradas mostram-se
absolutamente incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro das funções de
magistrada, o que gera descrédito não só em sua atuação funcional, como também
refletem de forma a macular a imagem de toda a magistratura.”


*Com informações da Agência CNJ de Notícias.

Audiência de conciliação sobre área em litígio na Ilha de São Luís termina sem acordo

Resultou frustrada a
tentativa de acordo entre representantes da empresa Nova São Luís, Projetos
Turísticos Ecológicos S/A e da Comunidade do Cossaco, localizada no Quebra Pote
(zona rural de São Luís), durante audiência presidida pelo juiz Douglas de Melo
Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Capital.
A audiência foi
realizada com o propósito de pôr fim a um conflito fundiário que se arrasta há
mais de uma década.
O processo agora
seguirá o seu curso normal até a sentença de mérito. Participaram da audiência,
o promotor público Haroldo Paiva, o defensor público Alberto Tavares, e
representantes do Iterma, da Procuradoria Geral do Estado e das demais partes
envolvidas.
A audiência foi
realizada no auditório Des. José Joaquim Ramos Filgueiras, no térreo do Fórum
Desembargador Sarney Costa, que ficou lotado.
Na abertura da
audiência a empresa “Nova São Luís”, que se apresenta como proprietária da área
em litígio, propôs a doação para os assentados de 20 hectares na Comunidade do
Cossaco ou 50 hectares em outra localidade, acrescidos de 100 milheiros de
tijolos, 200 sacos de cimentos e 50 horas de trator.
A proposta, porém, foi
prontamente rechaçada pela parte autora, que a considerou insatisfatória.
Em seguida, o juiz
Douglas de Melo Martins apresentou uma contraproposta ampliando para 100
hectares a área em favor dos assentados, com as demais vantagens oferecidas na
proposta inicial, mas esta oferta foi rejeitada por ambas as partes.
Os procuradores da
empresa consideraram a área excessiva. Os representantes da comunidade
entenderam que mesmo os 100 hectares não atendem aos interesses dos assentados,
que precisam de mais terras para o desenvolvimento das atividades agrícolas.
Na área em litígio, de
aproximadamente 193 hectares, residem cerca de 30 famílias.
Elas foram assentadas
pelo Iterma, diante do entendimento do Estado do Maranhão de ter o domínio das
terras.
Ocorre que Francisco
Ferreira da Costa afirma ter comprado a gleba em 1998, quando “no lugar não
havia nenhuma benfeitoria” e depois a vendeu para a empresa Nova São Luís,
Projetos Turísticos Ecológicos S/A, que pretende construir ali habitações
populares.
O juiz Douglas de Melo
Martins considerou “positiva” a audiência, “porque todos compreenderam o que
ocorre em um processo”, mas lamentou a frustração do acordo, que resolveria a
questão mais rapidamente.
“O acordo é sempre mais
interessante, porque você tem logo a solução do impasse em definitivo. A
sentença é mais demorada, porque abre a possibilidade de recurso”.

O juiz informou que a
partir de agora tomará as decisões de praxe dentro do processo, determinando
inclusive a perícia de documentos sobre a propriedade do imóvel.

Bandidos matam policial na Estrada da Mata

Sargento Coelho é vítima de latrocínio
Mais um policial
militar foi morto por bandidos na manhã desta terça-feira (8) na Região
Metropolitana de São Luís.
O policial,
identificado como Sargento Coelho, foi vítima de latrocínio quando passava pela
Estrada da Mata, em São José de Ribamar.
Segundo informações da
polícia, a vítima, que estava em uma moto,  foi abordada por quatro homens em um carro
modelo Ford focus, de cor preta.
Os suspeitos teriam
efetuado cinco disparos contra o Sargento, que ainda chegou a ser socorrido,
mas morreu a caminho do hospital Socorrão 2.
O carro utilizado pelos
bandidos teria sido roubado horas antes no bairro do Monte Castelo.

A polícia foi mobilizada
para identificar e prender os suspeitos de terem matado o policial.

Cantinho da Borboleta

O Cantinho da Borboleta,
no Anel Viário, em São Luís, é um dos poucos locais onde se pode encontrar
cachorro-quente feito com ingredientes saudáveis, delicioso e por um preço acessível.
Lá, também é possível encontrar
Guaraná da Amazônia, água de coco, bombons e refrigerantes.
Há quem afirme que o guaraná
servido no Cantinho da Borboleta contém um ingrediente afrodisíaco e
revigorante.
Fato que explicaria o
número de pessoas que diariamente procuram o estabelecimento em busca do
Guaraná.
A proprietária do estabelecimento,
Ângela Maria, a Borboleta Marrom, tem que se redobrar para atender a quantidade
de clientes. Ela já pensa até em contratar uma funcionaria para lhe ajudar no
atendimento.
Quem já passou por lá garante
que não é o ingrediente afrodisíaco que atrai as pessoas ao estabelecimento, e
sim o atendimento.
“Já passei por diversos
locais aqui em São Luís e em nenhum deles fui tão bem atendido quanto aqui. Vou
voltar para meu estado, mas com uma vontade enorme de retornar ao cantinho para
tomar um Guaraná da Amazônia”, garantiu um turista.