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Agente é preso ao levar drogas para dentro de penitenciária no MA

Agente penitenciário temporário Genilton Gomes

Do G1MA

O agente penitenciário temporário Genilton Gomes foi preso em flagrante com 10 celulares e 10 Kg de maconha no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na manhã desta sexta-feira (5).

De acordo com a Polícia Civil, há a suspeita de que ele estava tentando entregar o material aos presos.

O caso foi encaminhado para a Superintendência de Combate a Corrupção. Segundo o delegado SECCOR, Luiz Augusto Mendes, Genilton informou que foi Policial Militar em São Paulo e que alguém tentou incriminá-lo ao colocar os produtos na mochila dele.

No entanto, segundo o delegado, Genilton não soube explicar o porquê de alguém fazer isso e que o comportamento dele já era considerado suspeito antes do flagrante.

“Ele se dirigiu ao trabalho na manhã de hoje (5) e já havia uma suspeita em relação ao comportamento dele. Segundo o que foi falado, havia contato dele com presos em datas anteriores. Então quando ele chegou até a unidade e se dirigiu ao alojamento, o diretor da unidade e outros agentes foram até lá pra ver se tinha alguma coisa irregular e eles encontraram alguns tabletes de maconha e celulares, que possivelmente seriam levados para a unidade”, declarou o delegado.

Genilton foi encaminhando para a Central de Triagem de Pedrinhas. Ele irá responder por tentativa de tráfico de drogas e pelo crime de inserção de aparelho celular no ambiente prisional.

Acusado de matar ex-companheira é condenado a 25 anos de reclusão

Em júri promovido pela 3ª vara da comarca de Santa Inês nessa terça-feira, 27, Paulo José Gonçalves Filho foi condenado a 25 anos de reclusão pela acusação de homicídio praticado contra a ex-companheira, Maria Antonia Lago dos Santos.

A pena deve ser cumprida em regime inicialmente fechado, na Penitenciária de Pedrinhas. Por decisão do Conselho de Sentença, outra acusada pelo crime, Halleyssa Diniz Pinheiro, atual companheira do réu, foi absolvida da acusação.

Presidiu o julgamento a juíza Kariny Reis Bogéa Santos, titular da vara.

De acordo com os autos, o crime foi praticado no dia 29 de janeiro de 2014, por volta da meia-noite, na casa da vítima, quando o acusado teria pedido para conversar com a vítima, que o deixou entrar na residência.

Ato contínuo, o réu teria iniciado uma discussão com a ex-companheira, cobrando da mesma uma explicação para uma suposta traição cometida por ela anos antes.

Na ocasião, sem permitir qualquer chance de defesa desferiu contra a vítima os golpes de martelo que a mataram. Ainda de acordo com os autos, na ocasião o acusado se fazia acompanhar da atual companheira, Halleyssa.

No julgamento, por maioria dos votos o Conselho de Sentença reconheceu que Haleyssa concorreu para o homicídio, uma vez que teria premeditado o crime junto com Paulo José, além de incentivá-lo a praticar o delito, acompanhando-o à casa da vítima e aguardando a consumação do homicídio para dar fuga ao réu. Ainda por maioria de votos, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição da acusada.

Na sentença, a magistrada ressalta a culpabilidade exacerbada verificada na conduta do réu que ceifou a vida da ex-companheira com a qual conviveu por 15 anos e com quem teve uma filha.

Definindo como altamente reprovável o motivo do crime – uma suposta traição – a juíza destaca o fato da filha do casal ter ficado órfã de mãe e ainda ter de conviver com o fato de que o próprio pai matou a mãe.